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Agora
é "Pequenópolis"
Criado
em 1933 pelos quadrinistas Jerry Siegel e Joe Shuster (apesar de
só ter feito seu debut em 1938 na revista Action Comics),
o Super-Homem é com certeza o herói dos quadrinhos
mais multimídia de todos os tempos. Desde a década
de 30, foram dezenas de programas de rádio, brinquedos, livros,
quadrinhos (claro), videogames, quatro filmes no cinema e inúmeras
séries de TV. A mais recente delas, Lois and Clark, The
New Adventures (no Brasil, transmitida pela Globo), acabou sendo
cancelada no final da década de 90 por falta de bons argumentos
e, consequentemente, audiência. Mas, como todos sabem, o Homem-de-Aço
é imortal e uma fonte inesgotável de renda, por isso
mesmo a Warner Bros Television acaba de lançar nos Estados
Unidos um novo seriado com o kryptoniano: Smallville.
A nova série leva o nome da cidade onde o Super-Homem foi
criado por seus pais adotivos terrestres, Jonathan e Martha Kent,
e tem uma proposta "inovadora" (para a TV, é bom
frisar): mostrar a adolescência de Clark Kent, o período
no qual ele era um jovem do interior que começava a descobrir
seus poderes. Ou seja, nada de uniforme e nada de Lois Lane.
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Jonathan, Martha e o Jovem Clark
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A
série começa quando, após uma chuva de meteoros
desastrosa para a cidade de Smallville (em português, "Pequenópolis"),
Jonathan e Martha acham a nave com o bebê vindo do planeta
Krypton e resolvem criá-lo. Os maníacos por televisão
e cinema talvez reconheçam com facilidade os intérpretes
dos pais do Super: um envelhecido John Schneider, que fazia o garotão
loiro da série Os Gatões (Dukes of Hazzard)
e Annette O'Toole, que fez o papel de Lana Lang em Superman III
e também atuou em 48 horas.
Após mostrar a "chegada" do bebê ao planeta,
a série corta para aproximadamente 16 anos depois, quando
o agora jovem Clark Kent enfrenta as agruras da adolescência
e da highschool americana. O tímido Clark (Tom Welling, um
ator que começa a despontar em Hollywood), além de
passar pelas mudanças típicas da idade começa
a manifestar seus super-poderes, mas ainda não os controla
totalmente.
Para piorar as coisas, o rapaz é apaixonado pela bela Lana
Lang (Kristin Kreuk, uma Lana morena em vez da loira original),
mas todas as vezes que chega perto dela sente as pernas amolecerem.
Literalmente, já que a jovem usa uma pedra de kryptonita
no pescoço, mas nenhum dos dois desconfia do efeito da jóia
no futuro herói.
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Lana (morena??!!), Clark e, claro,
Lex Careca Luthor
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Completam
o elenco vários adolescentes amigos de infância do
Super-Homem, entre os quais Pete Ross, e... Lex Luthor!!! Pois é,
apesar de na cronologia oficial o vilão Lex não ter
nada a ver com a infância e adolescência do herói,
na série Lex é um garotão ambicioso (Michael
Rosenbaum, de Sweet November), filho de um milionário
inescrupuloso, que acaba se tornando melhor amigo de Kent.
Na cronologia oficial do herói, Luthor foi colega de infância
de Perry White, editor do jornal onde o Super-Homem trabalha, e
só toma conhecimento do homem-de-aço quando este já
aparece em Metrópolis, de uniforme e capa. Também
no original, Lex era pobre e enriqueceu às próprias
custas, usando estratagemas como - por exemplo - fazer um seguro
de vida em nome dos pais e matá-los em um acidente insuspeito.
No entanto, os leitores mais velhos do herói se lembrarão
que já houve histórias - descartadas depois de diversas
reformulações do herói - nas quais Luthor era
mesmo amigo de Clark e teria ficado careca por causa de exposição
à Kryptonita. Os roteiristas de Smallville parecem ter bebido
nesta fonte, pois a calvície do jovem Lex na série
também está vinculada ao Super-Homem: ele nasceu careca
por causa de efeitos misteriosos da tal chuva de meteoros.
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Clark dá uma voadinha sobre uma
Lana adormecida: poderes sem muito controle
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Smallville
estreou com bons índices de audiência nos Estados Unidos
e por aqui deve aparecer em breve na TV a Cabo (Warner Channel)
e, pelo que se sabe, pelo menos duas emissoras de TV aberta brasileiras
estão interessadas em adquirir a série. Os fãs
do homem-de-aço aguardam ansiosamente, pois, ao que parece,
as aventuras de um Super-Boy descontrolado tendo ao lado seu futuro
arquiinimigo têm de tudo para agradar. Mais ainda, a série
já tem um fim definido (Clark fica adulto e vai para Metrópolis
ser Super-Herói), o que reduz as possibilidades de os roteiristas
estragarem a história.
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