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Super-Homem (Superman)

Criação: Em 1933 dois adolescentes de Cleveland (EUA), Jerry Siegel e Joe Shuster, conceberam uma tira de quadrinhos com um super-herói defensor da Justiça, originário de outro planeta. Durante anos os dois tentaram vender sua tira para os syndicates (os distribuidores americanos de tiras de jornal) e tiveram seu trabalho recusado. Em 1938, a história chamou a atenção de M.C. Gaines, que a levou para Harry Donnenfeld - então proprietário da quase falida Detective Comics.

Siegel e Shuster, que então já estavam trabalhando para a DC em outros projetos, receberam o “OK” para desenvolverem aquele que é considerado o primeiro e maior super-herói dos quadrinhos (o herói foi o primeiro criado a ter poderes sobre-humanos). Ainda em 1938, Superman apareceu na capa do primeiro número da revista Action Comics e, em menos de dois meses, as edições da revista com as histórias do herói passaram a vender 2 milhões de exemplares mensalmente. As tiras do herói (publicadas em jornais de 1939 a 1966 e de 1977 a 1993) também causaram enorme furor.

As revistas do Super-Homem ainda são publicadas pela DC Comics e, no Brasil, a maioria delas sai pela Panini. Ao lado de Batman e heróis mais novos como Spawn e mais recentemente os X-Men, o herói é um dos mais “multimídia” do mundo, tendo sido transformado em seriados televisivos, filmes para o cinema (quatro já feitos com o autor Christopher Reeve e o mais recente lançado em 2006, Superman Returns), videogames, CD-ROMs, camisetas, brinquedos e as mais diversas bugigangas.

Enredo: Para salvar seu filho do fim iminente do planeta Krypton, um casal de cientistas envia para o espaço uma nave com o pequeno bebê, Kal el, minutos antes do planeta explodir. A nave cai na zona rural do Kansas, próximo à cidadezinha de Smallville (“Pequenópolis”), no Kansas, onde é encontrada por um casal de fazendeiros, Jonathan e Martha Kent, que decidem criar a criança. Quando cresce, o então adolescente alienígena - batizado de Clark Kent pelos pais - descobre seus super-poderes e decide empenhá-los para fazer o bem e a Justiça no mundo que o acolheu (em especial no país que o acolheu). Kent vai para a cidade grande, Metrópolis, onde se emprega como um tímido repórter no jornal Planeta Diário e se apaixona pela repórter Lois Lane. A mesma Lois é quem acaba batizando o herói como Super-Homem ao vê-lo salvar um avião em queda. Inicialmente, Lois se apaixona pelo Super-Homem, mas nutre um profundo desprezo por seu alter ego, Clark Kent. O herói também desperta um sentimento profundo, mas de ira, em Lex Luthor, um inescrupuloso empresário que é praticamente dono da cidade.

No decorrer de sua história nos quadrinhos, Super-Homem teve suas origens alteradas algumas vezes e várias histórias alternativas - entre elas a versão de que teria ganho poderes ainda menino, dando origem ao Superboy e até ao supercão, Krypto -, que acabaram excluídas da cronologia oficial do herói.
Durante os anos 80 e principalmente nos 90, no entanto, o herói passou por transformações profundas. Foi ficando mais humanizado e passou a não ser tão invulnerável quanto em sua origem (antes, era afetado apenas por kryptonita, uma pedra originária de seu planeta e que foi criada nos programas de rádio do herói, tendo sido introoduzida nos quadrinhos só em 1949).

Por outro lado, Clark Kent passou a ser cada vez menos tímido e mais heróico, além de Ter destacada sua inteligência (ganhou até mesmo prêmios Pulitzer por suas reportagens no Planeta Diário).
Em 1993 (no Brasil a HQ foi publicada em 94), o herói morreu, destruído pelo vilão Apocalypse (Doomsday) e pouco depois ressuscitou. Após esta aventura, casou-se com Lois Lane (a quem havia revelado sua identidade já não tão secreta). Logo depois perdeu seus poderes e, pouco depois de recuperá-los, foi transformado em um herói diferente: de pele azul, com poderes eletromagnéticos e até mesmo com um uniforme radicalmente diferente do tradicional.


O visual e poderes do “novo Superman” duraram quase um ano. Pouco antes do aniversário de 30 anos do herói, em 1998, ele foi dividido em dois seres eletromagnéticos (um azul e um vermelho) e, finalmente, em 98 (no Brasil, em 99), voltou ao visual e poderes tradicionais. Mas, logo na seqüência, foi “dividido” em quatro, em épocas diferentes, por entidades cósmicas - um Super-Homem da era de ouro dos quadrinhos (anos 30), um da era de prata (anos 50), um da era sintética (anos 70) e um do futuro (2999). No ano 2000, alterado por uma espécie de kryptonita criada por Luthor, tornou-se uma espécie de ditador que tentou impor suas regras ao mundo. Em 2001/2002 seu maior desafio foi enfrentar Luthor como presidente dos Estados Unidos e, logo depois, um evento que acabou vitimando pessoas muito importantes em sua vida e fez com que mudasse o símbolo de sua blusa para fundo preto.

Saiba mais sobre a evolução do herói nas HQs.

Personagens

Além de Super-Homem e seu alter ego, Clark Kent, há vários personagens importantes e conhecidos na HQ, como:

Lois Lane - Repórter intrépida, ágil, independente, inteligente, cheia de recursos... a mulher ideal para um Super-Homem. Casada com o herói desde outubro de 1996 (HQ publicada em 97 no Brasil), Lois é tão heroina quanto o próprio marido e está sempre descobrindo maracutaias e perigos com seu faro de repórter. Uma curiosidade “brasileira” sobre a personagem: Por motivos de tradução até hoje não muito esclarecidos, ela foi chamada de “Míriam Lane” nas histórias publicadas no Brasil até o final dos anos 80.

Jimy Olsen - É o amigo do Super-Homem e de Clark Kent (não sabe que os dois são a mesma pessoa) e trabalha no Planeta Diário. Nas histórias da era de ouro e de prata dos quadrinhos, vivia se metendo em encrenca em aventuras fantásticas nas quais era salvo pelo Super-Homem e até mesmo possuía um sinalizador par chamar o herói. Atualmente trabalha como repórter no planeta Diário e continua aventureiro, ainda que tenha perdido o sinalizador.

Lex Luthor - O mais maquiavélico vilão já desenvolvido em uma história em quadrinhos. Dono de um QI altíssimo e de uma fortuna maior ainda (acumulada graças a negócios altamente ilícitos que se iniciaram com o assassinato de seus pais para receber o seguro), Luthor é virtualmente o dono de Metrópolis e odeia o kryptoniano por várias razões que podem ser resumidas em uma: o herói alienígena é mais poderoso que ele. Clique aqui para saber tudo sobre Lex.

Vários outros personagem compõem a s HQs, dos quais destacam-se, entre outros: Perry White (editor do Planeta Diário, chefe e amigo de Kent e Lois; Cat Grant (repórter bonita e geralmente fútil, que chegou a dar em cima de Kent), Jonathan e Martha Kent (os amorosos e justos pais adotivos do herói); Pete Ross e Lana Lang (amigos de infância); e diversos vilões quase tão caricatos quanto os de Batman, como Brainiac, Metallo, Super-Cyborgue, Apocalypse e o engraçado e mortalmente perigoso senhor Mxyzptlk, da quinta dimensão.

Curiosidade: judeu voador - O Super-Homem é um dos personagens que mais desperta teses - dentro das universidades e fora delas - e polêmicas esdrúxulas em todo o mundo. Em 1995, o então editor do personagem no Brasil, Mário Barroso, criou uma horda de leitores ensandecidos ao afirmar que o Homem-de-Aço era virgem. A afirmação do editor foi feita de forma brincalhona, mas gerou muita briga. Outra afirmação, bem mais séria, foi publicada em um estudo no Jerusalem Post, em maio de 1996. De acordo com o estudo, o Super-Homem é judeu. As “provas” começam com a “missão” do kryptoniano, sempre disposto a defender os mais fracos em sua eterna busca pela Justiça. Ela corresponderia ao velho conceito religioso judeu do “Tikum olam”, a reparação das imperfeições do mundo.
O disfarce do herói como o tímido Clark Kent, com auxílio de um par de óculos e - originalmente - um chapéu de feltro também seria uma prova de sua origem judaica. “Sob essas características, tradicionalmente atribuídas aos judeus da Diáspora, esconde-se o antigo combatente hebreu, portador de uma missão divina”, explica Daniel Schifrin, dirigente da Fundação Nacional Norte-Americana pela Cultura Judia.
Até mesmo o nome verdadeiro do herói, Kal el, tem “som judeu”: significa Deus em hebraíco. A viúva de Jerry Siegel, Joana Carter, já afirmou que as “tendências judias” do herói não são intencionais, mas fez uma ressalva. “Meu marido ouviu pessoas falando em hebraico durante sua infância, por isso é possível que tenha sido influenciado inconscientemente.”

Há também inúmeras semelhanças entre o herói e Jesus Cristo.

Letra:
Personagem: