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Quadrindex, nossa
enciclopédia de personagens

 

Quadrindex

Mônica, turma da

Criação: Em 1959, o repórter policial Maurício de Sousa, da Folha da Manhã (atual Folha de São Paulo)
criou uma série de tiras em quadrinhos com um cãozinho e seu dono e ofereceu o material para os redatores da Folha. Maurício, natural da pequena cidade de Santa Isabel, já trabalhava há cinco anos no jornal e sempre sonhara em se tornar desenhista, mas só com aqueles dois personagens - chamados de Bidu e Franjinha - conseguiu sua grande chance. Nos anos seguintes, o agora cartunista criou vários personagens (a maioria baseada em integrantes de sua família) entre os quais Cebolinha (1960) e Cascão (1961). Mas só em 1963 surgiria o personagem que mudaria sua vida: Mônica, que já na primeira tira socava um então cumprido e cabeludo Cebolinha.
As tiras de jornal - Cebolinha, Piteco, Chico Bento, Penadinho - e páginas tipo tablóide para publicação semanal - Horácio, Raposão, Astronauta - invadiram dezenas de publicações durante 10 anos. Para a distribuição desse material, Maurício criou um serviço que atingiu mais de 200 jornais ao fim de uma década.
Em 1970, a revista Mônica foi lançada nas bancas, já com tiragem de 200 mil exemplares. Foi seguida, dois anos depois, pela revista Cebolinha e, nos anos seguintes, pelas publicações do Chico Bento, Cascão, Magali, Pelezinho e outras. A exemplo de Walt Disney, Maurício desenvolveu um sistema de trabalho em equipe que possibilitou, também, sua entrada no licenciamento de produtos - atualmente, o artista desenha apenas o personagem Horácio.
Todas as mídias foram invadidas por Mônica e sua turma - na verdade, a “turma” se divide em sete núcleos (Turma da Mônica; Turma do Chico; Turma do Horácio; Turma da Mata; Turma da Tina; Turma do Astronauta; e
Turma do Papa-Capim).
Os personagens de Maurício estão em gibis, livros, desenhos animados, CD-ROMs, games, Internet (www.monica.com.br), histórias por telefone, discos, parques temáticos, nos mais variados produtos (de meias a fraldas e macarrão instantâneo) e, mais recentemente, na TV - o quadrinista assinou acordo com a Rede Globo, maior emissora do país, para a veiculação de desenhos.

Enredo: A história principal é a do núcleo da turma da Mônica, no qual uma turminha de amiguinhos de idade média de seis anos vive historinhas divertidas do cotidiano, envolvendo brincadeiras e brincadeiras, relacionamentos com os pais e amigos, namoricos, etc. Com o mesmo estilo de historinhas bem-humoradas e geralmente voltadas para um público mais infantil (porém sem dispensar os inúmeros fãs adultos) são abordados a temática caipira e a vida no interior (em Chico Bento); aventuras no mundo pré-histórico e uma pitada de filosofia (turma do Horácio); natureza e lendas (Turmas da Mata e do Papa-Capim); aventuras espaciais com uma certa nostalgia aos tempos não tão tecnológicos (Astronauta); temas jovens (Tina) e um certo humor negro muito leve e divertido (Penadinho).

Personagens

Maurício ciou uma gama razoável de personagens, a maioria baseada em seus diversos filhos (alguns ainda inéditos, como As Gêmeas, que devem aparecer em breve na Turma da Tina). Todos os personagens podem ser conferidos na página da Mônica (www.monica.com.br), mas os quatro pilares sobre os quais o “Império Sousa” foi construído são:

Mônica - Baixinha, dentuça, gorducha e muito forçuda, é a “dona da rua”. Anda sempre de vestidinho vermelho e com seu coelhinho de pelúcia, o Sansão, a tiracolo. Foi criada inspirada por uma filha de Maurício e, em seus primeiros desenhos, era mais baixinha e feiosa, além de não ser “fofinha” como a personagem atual. Sempre foi, porém, forte e invocadinha.

Cebolinha - Ele fala “elado”, trocando os erres pelos eles, sempre anda de camisa verde e tem planos mirabolantes e “infalíveis” (que sempre falham) para vencer a Mônica. Inteligente e arteiro, Cebolinha também adora dar nós nas orelhas do coelho da Mônica por quem, secretamente, nutre uma paixão - no especial dos 30 anos da personagem, os dois se casaram e tiveram filhos em uma história ambientada no futuro. Quando foi criado, baseado em um amigo de um irmão de Maurício, o personagem era mais alto e tinha mais cabelo.

Cascão - O menino que nunca tomou banho na vida e tem um porquinho como estimação. Adora sujeira e geralmente pode ser encontrado no lixão, participando de planos infalíveis com o Cebolinha (os quais geralmente “entrega”), jogando bola ou fugindo da chuva. É baseado também em um amigo do irmão de Maurício e em parte no próprio autor, que já chegou a confessar que quando era criança não era lá muito fã de banho.

Magali - Baseada em outra filha de Maurício, Magali é a amigona da Mônica e é também a menina que tem uma fome insaciável e nunca engorda. Adora melancias (e tudo o mais). Também era mais alta quando foi lançada e com cabelos um pouco diferentes dos atuais.

Curiosidade - Mônica vai à escola - Maurício de Sousa fez várias adaptações para que seus personagens se tornassem mais politicamente corretos no decorrer da existência de Mônica. Cebolinha, por exemplo, que costumava pichar paredes com desenhos da coleguinha, agora no máximo prega cartazes nas paredes. As próprias cenas dos socos são minimamente mostradas, sendo que nas historinhas atuais geralmente aparecem “o antes”, o barulho do soco e “o depois”. Para conquistar mais o público, os personagens também viraram torcedores de futebol - Mônica é são-paulina, Cebolinha é palmeirense, cascão é corintiano e a Magali, óbvio, é Peixe (santista) Uma grande mudança, no entanto, será a ida de Mônica à escola. Visando ganhar mais força no mercado exterior, em especial Estados Unidos e Japão, onde personagens de quadrinhos em idade escolar têm de dar o exemplo, Maurício vai matricular a turminha no colégio (hoje, apenas Chico Bento e os meninos mais velhos da Turma da Mônica, como Titi e Franjinha, vão à escola). Para isso, Mônica, Cebolinha, Magali e Cascão estarão ficando um ano mais velhos. Visionário, Maurício também contratou uma equipe para desenvolver um método educativo real com os personagens da turma da Mônica. A idéia do quadrinista é, depois, oferecer o método a escolas públicas que queiram utilizá-lo.

Letra:
Personagem: