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Homem
Aranha (Spiderman)
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Primeira
aparição do Aranha, em 1962 |
Ao
lado de X-Men, ele é o carro-chefe em vendas da Editora Marvel.
Mas ao contrário dos mutantes em geral, que dividem opiniões,
o Aranha é apontado como o mais querido personagem da editora
em todos os tempos. Mais ainda, estabeleceu um novo patamar de heróis
ao ser criado por Stan lee e Steve Ditko, em 1962. Lee, que inicialmente
idealizou o personagem como “Homem-Mosca” ao ver um
destes insetos na parede (e por sorte mudou de idéia por
achar moscas impopulares), criou com o herói aracnídeo
o gênero “heróis humanos”.
Não que os outros fossem todos alienígenas, mas o
jovem Peter Parker desde sempre foi um personagem sensível,
cheio de problemas e angústias típicas da humanidade
e, em especial, da adolescência. Ao ser picado por uma “aranha
radioativa” durante uma feira de ciências na escola
- nas versões que se seguiriam, em uma universidade e na
indústria de Harry Osborn – Parker adquire “poderes
de aranha”.
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Sobre
Nova York: tema do desenho Spiderman foi chegou a ser regravado
pela banda Ramones |
Consegue
aderir a qualquer superfície, desenvolve um sentido que o
avisa de qualquer perigo, super-força e agilidade. Graças
ao intelecto privilegiado que o garoto já possuía, cria
um composto químico que imita as teias de aranha e um lançador
para utilizá-lo. Mas sua primeira idéia sobre o que
fazer com os poderes é extremamente humana: ganhar dinheiro.
Usando uma fantasia feita à mão, se inscreve em um
campeonato de luta-livre. Ganha o dinheiro e, ao ver um ladrão
em fuga, não faz nada porque aquilo não é problema
dele. O mesmo ladrão, porém, acaba matando tio Ben,
o homem que o criou.
A
partir daí, Parker lembra-se do que pregava o tio (“com
grandes poderes vêm grandes responsabilidades”), resolve
agir contra o crime e passa a carregar uma dose cavalar de angústia
e culpa que o seguirão por toda a vida.
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Batalha
aérea com o Duende Verde, reencenada no terceiro filme
da série para o cinema |
Stan
Lee, porém, queria mais e assim desenvolveu para o herói
a fórmula “desgraça pouca é bobagem”
e ainda assim é preciso dar o melhor de si em tudo (porque
com grandes poderes...).
Portanto,
Parker continua a ser hostilizado na escola sem se defender para
não ver a identidade revelada, passa por babaca ao abandonar
possíveis namoradas (porque tem de salvar o mundo , mas não
pode revelar isso a elas), não pode contar seu segredo a
viúva de seu tio porque teme que ela morra do coração,
vê o amor de sua vida (Gwen Stacy) pensar que ele matou o
pai dela e, depois, a vê ser morta pelo Duende Verde.
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Gata
Negra (Felícia Hardy), uma espécie de
Mulher-Gato nas HQs do Aranha: ladra voluptuosa com quem
o Aranha
chega
a namorar, ela passa de vilã à mocinha
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Mas
a vida continua e Parker dá o melhor de si. Tenta sobreviver
como o fotógrafo que faz as melhores fotos do Homem-Aranha,
depois utilizadas pelo editor JJ Jameson para difamar seu alter-ego.
Aliás, o poder da imprensa e o sensacionalismo são constantemente
discutidos nas HQs por meio do paranóico JJ.
Para sobreviver a tudo isso, o Aranha é cheio de piadinhas
infames - e aí, na utilização do humor como
arma, reside seu segundo trunfo junto aos leitores. Nem mesmo seriados
televisivos como Friends, em seu auge, jamais tiveram tantas
punchlines hilárias como o aracnídeo.
A fase do uniforme negro, nos quadrinhos, foi uma das mais interessantes
propostas dos argumentistas da Marvel, e ocorreu após a macrossérie
Guerras Secretas (uma história longa demais para
ser explicada aqui ou no
filme Spiderman 3, no qaul é apresentado o uniforme alienígena
que se tornaria Venom, um dos maiores vilões do “amigão
da vizinhança”).
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| A esposa
super-dedicada e super-modelo, Mary Jane Watson Parker: nada
mal para o eteno nerd da escola... |
Eventualmente,
o Aranha casa-se com Mary Jane, uma super-modelo amiga de infância
que sabe de seu segredo. Mas o casamento não resiste ao alter-ego.
Primeiro, como a união estava impedindo a livre ação
do personagem, os escritores do Aranha erraram a mão e afastaram
muitos fãs ao “ revelar” , na década de
90, que os leitores estavam acompanhando as aventuras de um clone
de Parker e não do herói em si.
Depois, “descobriu-se” que Parker era o original e não
o clone, e ele voltou a ativa. Mary Jane ficou grávida, mas
a bebê é raptada e dada como morta (afinal, os argumentistas
não podiam ter um bebê na história já
que bebês crescem, e então o Aranha teria de envelhecer).
A
própria Mary Jane é dada como morta em um acidente
de avião e, quando descobre-se que ela estava viva, o relacionamento
está por demais abalado. Na
cronologia oficial,Peter Parker é atualmente professor de
um colégio e tenta reconquistar a ex-esposa, além
de ter descoberto que seus poderes podem ter vindo não de
uma simples aranha, mas de uma manifestação mística.
Os leitores também podem acompanhar atualmente nas bancas
uma outra versão, muito mais interessante, na revista Homem-Aranha
Millenium, que “recriou” a origem do Aranha para
os tempos atuais.
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Venom,
de uniforme alienígena a um dos melhores vilões
(e também candidato a reabilitação):
psicopata retratado no terceiro filme é também
"pai" de outro vilão, Carnificina (precisa
dizer mais?) |
Este
Aranha Millenium é bem mais próximo do que se vê
nos filmes da série: um adolescente, cheio de problemas da
idade, que por sinal solta teias organicamente - exatamente como o
do filme. Nas revistas Millenium também os vilões e
aliados foram adaptados aos novos tempos, em um resultado surpreendentemente
bom e numa história ágil e sem enrolações.
Ah, sim, este é o último segredo da popularidade do
Homem-Aranha: uma galeria incrível de vilões, tanto
do ponto de vista psicológico como visual.
Além
de Duende Verde, Dr. Octopus, Venom e Homem Areia, todos já
bem mostrados na trilogia lançada para o cinema, o Aranha
enfrentou dezenas de criminosos memoráveis como Electro,
Gata Negra, Carnificina, Kraven o caçador, O Rosa, Rei do
Crime, Abutre, Lagarto, Mystério e Rino, entre outros.
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