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Crying Freeman

Criação: Em 1987, o roteirista Kazuo Koike, criador do famoso mangá Lobo Solitário, uniu-se ao desenhista Ryoichi Ikegami para publicar um novo personagem. Assim, no traço de Ikegami, considerado um dos mais elegantes dos mangás atuais, surgiu rying Freeman, publicado originalmente na revista japonesa Big Comic Spirits (Editora Shogakukan). Com uma história cativante e belos desenhos, o herói conquistou o Japão e boa parte do mundo. Pelo menos dois exemplares chegaram a ser publicados no Brasil, por pequenas editoras, mas principalmente em decorr6encia do papel de má-qualidade e pouca propaganda, o herói não vingou por aqui.
No Japão e nos Estados Unidos, no entanto, o personagem fez tanto sucesso que virou série de desenho animado (anime). O desenho foi lançado no Japão, Europa, Estados Unidos e chegou a ter seus direitos comprados pela Mundial Filmes para ser lançado em vídeo no Brasil - o que, ao que se saiba, acabou não acontecendo.
O personagem também ganhou versão para a telona em 1995, com direção Brian Yuzna (Querida, encolhi as crianças).

Enredo:

O jovem artista plástico Yo Hinomura descobre acidentalmente fotos de um assassinato escondidas em uma de suas obras, durante uma exposição de cerâmica em Nova York, e decide voltar ao Japão para entregá-las à Polícia.
No aeroporto, no entanto, Yo acaba sendo raptado pela quadrilha mafiosa dos '108 Dragões', responsável pelo assassinato, que faz uma espécie de lavagem cerebral no rapaz. Por causa deste procedimento, a máfia passa a controlar Yo, como se ele fosse uma espécie de autômato, para realizar assassinatos de seus inimigos.
O rapaz só recupera o controle mental após os crimes, o que faz com que ele chore por suas vítimas.
Percebendo o talento de Yo para os assassinatos, no entanto, a máfia decide adotá-lo e treiná-lo para ser um novo "dragão" e substituir o líder dos assassinos.
Após um duro treinamento e uma série de missões-teste, Yo é aprovado, recebe uma série de tatuagens de dragão cobrindo seu corpo e o codinome de Crying Freeman (no original japonês o codinome significa algo como "o homem que chora e anseia por liberdade").
Depois de várias brigas com a máfia italiana (que tenta matar seu mais forte concorrente), Yo tem um de seus assassinatos testemunhado por uma jovem japonesa, Emu Hino. Tempos depois, volta ao Japão para matá-la, mas acaba se apaixonando por ela. A partir daí, se vê em um eterno dilema: matar a jovem que ama e que pode denunciá-lo e acabar com sua organização ou comprar briga com as organizações mafiosas para ficar do lado dela.

Personagens

Yo e Emu são os personagens centrais da trama. Além deles aparecem vários outros assassinos e chefes mafiosos, mas nenhum fica vivo o suficiente para merecer grandes destaques...

Curiosidade: Erotismo sem pelos - Todas as histórias de Crying Freeman têm um forte erotismo e é fato raro uma HQ do herói não mostrar, ao menos uma vez, uma mulher nua. O detalhe é que, apesar de terem seios e pernas perfeitas, as mulheres do mangá têm, literalmente, nada entre as pernas. Isso porque a maioria dos japoneses acham os pelos pubianos muito feios e portanto o desenhista simplesmente não os faz. Assim, tanto nas edições originais como nas que foram publicadas no Brasil, há cenas de nu frontal feminino em que a "mocinha" em questão tem a parte da frente lisa e branca como a de um manequim.

Letra:
Personagem: