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Manganime News - Outubro de 2002 |
A mangazada
da Marvel
Mangás,
animes (nome dado aos desenhos animados japoneses) e seriados japoneses
fazem sucesso no Brasil há muito tempo. Que o digam National
Kid, Super-Dínamo e Lobo Solitário, apenas para citar
alguns exemplos que j';a se incorporaram a nossa cultura desde os
remotos idos dos anos 50 e 60. A atual onda de desenhos e quadrinhos
japoneses (ou brasileiros no estilo japonês) , porém,
é um verdadeiro maremoto. Títulos como Dragon Ball,
Samurai X, Gunn, Holy Avenger, Genn Pés-Descalços,
Pokémon, Digimon, Videogirl Ai, sakura Card Captors e dezenas
de outros invadiram televisões e bancas nacionais na década
de 90 e neste início dos anos 2000, vendendo como água.
Aproveitando a onda, a Marvel Comics, uma das maiores editoras de
Super-Heróis do mundo, lançou uma versào mangá
de seus mais famosos 'filhos".
O
Mangaverso Marvel já pode ser encontrado nas bancas brasileiras,
a R$ 2,90. Usando desenho em traço mangá, os pessoal
da editora recriou ícones do universo Marvel, como Homem-Aranha,
Hulk, Quarteto Fantástico e por aí afora. E a reformulação
não parou no desenho: a origem e até mesmo o sexo
de alguns personagens foram mudados.
Cientes
de que o Mangá atrai bastante a leitura de pessoas do sexo
feminino, a Marvel decidiu investir em heroínas fortes para
cativar mais este público. Assim, o Homem-de-Ferro é,
no Mangaverso, uma "Garota-de-Ferro", chamada de Antoinette
Stark, irmã do alterego original do herói.Da
mesma forma, o Quarteto Fantástico tem - além de Sioux
Storm (versão mangá de Sue Storm Richards, a Mulher-Invisível)
- uma Tocha Humana do sexo feminino, Jonatha Storm.
Há
várias outras mudanças nos argumentos originais, como,
por exemplo, o fato do Capitão América ter se tornado
o presidente dos Estados Unidos, do Quarteto Fantástico ter
seus poderes associados a armaduras tecnológicas ou ainda
de Nick Fury, o agente da SHIELD, ser negro.
Também
pode ser notado nas histórias o humor característico
dos mangás, com personagens virando crianças em certas
cenas e erguendo o deo médio para amigos e inimigos em outras,
bem como o erotismo/graça erótica típico de
algumas HQs japonesas.
Assim,
Vespa deixa o Dr. Bruce Banner caidinho por ela em seu uniforme
revelador (e após cair em cima dele em uma cena com ângulos
privilegiando seus dotes), a Garota-de-Ferro toma banho em um módulo
transparente que só cobre pontos estratégicos e os
seios avantajados e uniforme sumário de uma vilã demônio
se tornam alvo de frases feitas e piadas sem graça do Motoqueiro
Fantasma e seu irmão. Tudo como o leitor de quadrinhos japoneses
gosta. Resta saber se o leitor brasileiro de heróis americanos
agora orientalizados vai gostar... e viva a globalização
!
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