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Manganime News - Março de 2002 |
Oiran e Alesh: tem
mais mangá bom na banca
por
Takanobu Sama *
Aproveitando
a onda de mangás que invade as bancas brasileiras - para
a felicidade geral de ambas as nações - mais uma editora
brasileira resolveu mexer seus pauzinhos (desculpe, não deu
pra resistir ao trocadilho).
A Hant Editora está lançando dois títulos feitos
por aqui mesmo,
mas com traço japonês de primeira - e bem limpo, o
que é bem legal em um mangá pois ressalta a arte -
e bons argumentos.
Ambos são histórias fechadas e que devem agradar em
cheio ao público, também pelo preço (só
R$ 2,60 cada exemplar).
Os dois títulos têm roteiro de Montserrat (é
isso que eu gosto nessa salada mista que é o Brasil: o cara
é brasileiro com nome francês, trabalha para uma editora
com nome inglês - ou alemão, vai saber - e faz desenho
em estilo japonês! Mundo globalizado é isso aí...).
O primeiro mangá chama-se Oiran, e tem arte feita por Simone
Beatriz. Em oito fascículos mensais, a dupla onta uma aventura
policial inserida no Japão Feudal.
Tudo
começa em 1716, quando uma série de estranhos assassinatos
envolvendo a aristocracia de Kyoto está deixando todo mundo intrigado
com as misteriosas circunstâncias em que as mortes ocorrem.
Além disso, todos os assassinatos estão aparentemente
ligados a uma belíssima cortesã (a "oiran"
do título).
Para resolver o grande mistério é chamado o ex-samurai Kimura Fushigi,
um especialista em charadas. Kimura, além de charmoso e inteligente,
sabe usar uma sombrinha da maneira menos ortodoxa que alguém
já viu, para azar de seus inimigos...
A HQ tem argumento bem amarrado e a pesquisa histórica satisfaz,
tanto no roteiro quanto nos belos desenhos de Simone, que retratam
com perfeição as contruções e as roupas
do período. O formaro da revista é 21 por 15 cm e
só as capas são coloridas e em couchê. O miolo (32
páginas) é em papel sulfite e impresso em preto e
branco.
O segundo mangá da Hant é Sete Dias em Alesh, título
que deve atrair mais os apreciadores de RPG e fantasia maravilhosa.
Com arte de Sylvia Feer (viva a mulherada!), a história é
dividida em 15 capítulos mensais que prometem muita ação
e magia - com direito a anões, elfos-do-mar e toda a patota
(nossa, isso é queé gíria velha)..
Em um reino que este escriba supõe ser imaginário,
que mistura criaturas lendárias e alta tecnologia, um rei
é responsável pela proteção de um lendário dragão e, por
circunstâncias muito particulares, se vê obrigado a entrar
em uma mirabolante corrida de sete dias pelo gigantesco deserto
de Alesh.
O
prêmio para o vencedor da tarefa é inédito (dããã):
a mão de uma princesa. Além disso, o vencedor também
poderá salvar o futuro do planeta, impedindo que uma terrível
seca se apodere do lugar.
Os mangás devem chegar em breve - se é que já
não chegaram - a bancas e lojas especializadas, mas quem
quiser ambém pode comprar on line no site da editora: http://www.hanteditora.com.
Ah,
já ia me esquecendo, o número de páginas, tamanho
e tipo de papel de 7 Dias em Alesh é idêntico ao de
Oiran (só a aventura que é bem maior). Confira mais
algumas cenas dos dois mangás logo abaixo...
Sayonara!
Taka
Sama apareceu morto
após a conclusão desta matéria. Dizem que uma
oiran foi vista por perto do local do crime...
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Manketsu
Por
falar em mangás de boa qualidade, a Conrad está
fazendo um excelente trabalho com Vagabond, que a gente vai
comentar aqui em breve. Antes, porém, devo falar dos
novos hentais que chegaram as bancas. Hmmm...
***
A
turma do Fábio Yabu deu uma bola dentro com a última
edição de Combo Rangers. Tá certo que
a história é pro público infantil, mas
a ironia feita com a Casa dos Artistas e outros reality shows
é coisa de gente grande. Só uma coisa, Yabu,
e aquele e-mail que você mandou pra Deus e todo mundo
dizendo que queria participar da Casa 2. A memória
é curta ou as uvas estão verdes?
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