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Manganime News

Ai,
caramba!!!

por Takanobu Sama *

Um dos mangás mais comentados de todos os tempos na Terra do Sol Nascente está prestes a chegar às bancas brasileiras: Videogirl Ai, criado por Masakazu Katsura. A editora JBC, que já trouxe pra cá o meloso Sakura Card Captor (cujo anime pode ser visto na Globo e na Cartoon Network) e o grande Samurai X, promete que Videogirl será lançada ainda em junho (de 2001, que fique bem claro).
Videogirl Ai ("Ai", em japonês, é uma expressão para "amor") foi publicada no Japão entre 1990 e 1992, em 13 volumes de 180 páginas da revista Shonen Jump. Fez tanto sucesso que em 1993 vieram mais dois volumes de uma HQ "derivada" da original (Videogirl Len), além de um Live Action (seriado de TV) e desenho animado com seis partes. Mas afinal, por que Videogirl Ai fez tanto sucesso? Por que tem uma mistura perfeita de humor, romance, drama, aventura e... erotismo.
Feito para um público jovem, o mangá tem um elenco de gatinhas e bonitões e fala de amor, com direito a muitas cenas sensuais. Por causa disso, apesar de ser vendido normalmente no Japão, chegou a sofrer censura em alguns países por não ser considerado adequado à moral local vigente (espera-se que o mesmo não ocorra por aqui) ou "adulto demais para adolescentes" (argh!).
A história começa quando o jovem Youta Mateuchi descobre que a garota por quem ele é apaixonado desde o colégio, Moemi, gosta de seu melhor amigo, Takashi. Este, por sinal, gosta mesmo é de sua guitarra e não está nem aí com a coisa, mas Youta fica desconsolado.
O jovem (o figura aí ao lado), então, sai caminhando pelas ruas a esmo e encontra uma estranha videolocadora, onde resolve alugar uma fita chamada Videogirl Ai - que ele acredita ser um vídeo erótico, por causa do título e dos dizeres 'eu vou cuidar de você" na capa da fita.
Em casa, o rapaz coloca a fita no VCR e se surpreende quando aparece na tela uma garota que olha para ele e começa a falar sobre amor e solidão. Youta começa a chorar e neste momento... uma luz misteriosa sai do vídeo e a garota é lançada para fora da tela.
A menina se identifica como Ai Amano, uma videogirl. No decorrer da HQ, os leitores descobrem que as videogirls são garotas eletrônicas criadas por um homem misterioso, conhecido como Rolex, cuja função é servir a garotos solitários que tiveram desilusões amorosas. Mais ainda, as videogirls foram feitas para destruir o "amor de verdade', um conceito que Rolex repudia.
Só que Ai Amano é uma videogirl defeituosa. Por uma falha inexplicada (fabricação, talvez?) ela pode amar. E logo de cara se apaixona por Youta e, para provar seu amor, resolve ajudar o garoto a conquistar Moemi (a moça de azul logo acima).
No decorrer da história, Moemi efetivamente começa a se apaixonar por Youta, só que ele, por sua vez, acaba descobrindo na Videogirl seu grande amor. Não bastasse este novo triângulo amoroso, surgem outros meninos e meninas interessantes que vão tornar a aventura ainda mais complicada, e o misterioso velhinho da locadora também entra em ação - inclusive espalhando novas fitas com outras videogirls, entre as quais uma criada por ele mesmo.
Videogirl Ai, como se vê, conquistou sua fama com mérito. Espera-se, apenas, que a publicação brasileira seja boa e, principalmente, traga a íntegra da obra. O que deve acontecer, já que a JBC tem respeitado os originais que comprou até agora - a única coisa ruim por enquanto nos gibis da editora é o papel jornal...
De qualquer forma, vale a pena esperar pela Videogirl. E já tem até quem esteja suspirando por ela. Ai, ai, ai...

Taka Sama é o rei dos trocadillhos e procura, há anos, pela tal locadora em que Youta Moutechi alugou Videogirl Ai... até agora nada!!!

Manketsu

Nosso assíduo leitor Alcides enviou para seu amigo Sérgio (os sobrenomes foram suprimidos para proteger os culpados, quer dizer, inocentes) a reportagem sobre o Super-Dínamo que leu aqui no manganimenews.
Tomo a liberdade de reproduzir abaixo a carta que o Sérgio enviou de volta, não tanto por causa dos elogios, mas para que todos os leitores saibam que eu não sou o único louco que gosta de animes antigos e outras baboseiras, ok? Arigatô aos dois!!!

"Rapaz... isso foi seeeeeeensacional!!!! Eu não perdia esse desenho por nada neste mundo. Um batalhão de vacas poderia tossir por semanas a fio e nem assim eu me comoveria. Super legal essa matéria que vc. repassou Alcides. Vc. já tinha me alegrado anteriormente com matérias como o oitavo homem e o fantomas, e também me entristecido com a mensagem sobre a morte do Carl Barks. Agora só falta vc. achar algo sobre: o super-homem do espaço, o super-presidente (!), o capitão escarlate, os thunderbirds, o stingray e o Joe 90 (estes últimos 4 todos supermarionation. eu cheguei a ter uma miniatura do stingray) o homem de aço (embora deste eu tenha conseguido uma fita e devo admitir que ele é meio bobinho), o principe planeta, o shadow boy, o samurai kid, o tarô kid, o super boing (este é um personagem absolutamente maluco; se me lembro direito, acho que ele era um faxineiro que subia em cima de uma guitarra e saía voando por aí), o homem elevador (ninguém lembra desse; era uma cara que podia mudar de tamanho), a patrulha fantasma, o robô gigante, as séries de TV os campeões, star lost, os seres do amanhã... Isso sem mencionar os desenhos mais conhecidos, e que volta e meia vejo passando até hoje, como os brasinhas do espaço e o jovem sansão, o anjo do espaço, o super robin hood, o roger ramjet, o Johnny Quest...meu... acho que essa lista não tem fim. Adoraria ver matérias como a que vc. repassou, com essas descrições e essas figuras. E para finalizar a sessão nostalgia... alguém aí lembra de ter assistido um filme japonês classe Z chamado "O monstro da bomba H"? Só para refrescar a memória, a história começava depois de uma explosão atômica em algum campo de testes (acho eu), o que deu origem a um ser em forma líquida que se arrastava pela cidade e pelas tubulações, dissolvendo as pessoas que encontrava pelo caminho (meio tipo a bolha assassina). Se assistisse hoje eu provavelmente iria achar esse filme bem idiota. Mas quando criança... Acho que deveria ter passado menos tempo diante da TV na minha infância. Pensando bem, se voltasse no tempo acho que passaria é mais tempo ainda. De qualquer maneira, está comprovado que a TV danifica o célebro da gente... Inté,

Sergio"

***

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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