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Coisa - Fevereiro de 2004 |
Bira
leva Angelo Agostini
mais uma vez

Se
histórias em quadrinhos fossem cinema, o cartunista Ubiratan Libânio
Dantas de Araújo estaria se sentindo como Tom Hanks, quando ganhou
dois Oscar seguidos por suas atuações em Filadélfia e Forrest Gump.
Afinal, o paulistano radicado campineiro Bira, como é mais conhecido,
levou no último dia 1 de fevereiro pelo segundo ano consecutivo
o prêmio Ângelo Agostini como melhor cartunista. "Mas não quero
ter a cara do Tom Hanks, só o dinheiro dele", brinca.
Bira garante, no entanto, garante que este prêmio é mais importante
que o primeiro. "No outro eu fiz campanha, mandei e-mails divulgando
o meu trabalho. Neste nem fiz nada. Estou começando a achar que
o pessoal realmente gosta do meu trabalho como cartunista", diz,
com modéstia calculada. O Ângelo Agostini é um dos dois prêmios
mais importantes dos quadrinhos em todo o País - além dele, há ainda
o prêmio HQMix (na área das HQs nacionais, os dois equivalem ao
Golden Globe e o Oscar).
O
nome do prêmio é uma homenagem ao cartunista ítalo-americano que
é apontado como autor da primeira história em quadrinhos publicada
em território nacional: "As Aventuras de Nhô Quim ou Impressões
de Uma Viagem à Corte", de 30 de janeiro de 1869 (motivo pelo qual
o 30 de janeiro foi instituído como dia do quadrinho brasileiro).
O
prêmio é conferido pela AQC-ESP (Associação dos Quadrinhistas e
Caricaturistas do Estado de São Paulo), e os vencedores são escolhidos
por votos dos associados. Bira, que além de desenhar também ensina
o ofício a outros, na escola Pandora, em Campinas, recebeu o prêmio
na tarde do domingo, dia 1, em São Paulo. A
cerimônia foi aberta ao público (no Auditório Gazeta da Fundação
Cásper Líbero, na Avenida Paulista, 900, próximo ao metrô Brigadeiro).
Além
de Bira, também receberam o prêmio Márcio Baraldi (também foi eleito
melhor cartunista ao lado do paulistano); Mozart Couto (melhor desenhista
e melhor arte finalista, neste último quesito "empatado" com Renato
Guedes); o Holy
Avenger Marcelo Cassaro (melhor roteirista); Angeli e Chico
Caruso (Grandes Mestres); Franco de Rosa e Roberto Guedes (Melhores
Editores); Alexandre Jubran e André Vazzios (arte técnica).
Também
foram premiados o álbum Roko-Loko,
da Opera Graphica, como melhor lançamento nacional, e o fanzine
Quadrinhos Independentes, como melhor Fanzine. Por fim, receberam
o troféu Jayme Cortez, espécie de Ângelo Agostini de honra, os editores
André Diniz e Sidney Gusman, além da Opera Graphica Editora.
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Confira
a programação da Entrega do Ângelo Agostini:
14h
- Palestra "O Negro no Quadrinho Nacional", com Maurício
Pestana e Alexandre Silva.
15h - Palestra e exibição de curtas do Núcleo de Cinema
de Animação, com Maurício Squarisi e Wilson Lazaretti.
16h
- Palestra do Professor Antonio Cagnin sobre Ângelo Agostini
16h50
- Exibição do Documentário sobre Ângelo Agostini da TV Senado.
17h
- Entrega dos Prêmios Ângelo Agostini do melhores de 2003.
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