| Gibiteca
Básica - Janeiro de 2003 |
A
Piada Mortal
Argumento e roteiro: Alan Moore
Arte: Brian Bolland
Ano de lançamento: 1988
A
Piada Mortal é considerada como um dos maiores clássicos
de Batman de todos os tempos e motivos não faltam para isso.
Em uma só história, Bárbara Gordon (a Batgirl
original) leva um tiro que a deixa em uma cadeira-de-rodas para
sempre e é fotografada nua em meio a uma poça de sangue
pelo Coringa; o comissário Gordon é preso e torturado
pelo psicopata ficia e psicologicamente; a origem do Coringa é
contada de maneira detalhada pela primeira vez; e o próprio
Coringa mostra a Batman que, ao menos em sua concepção,
o herói e o vilão não são tão
diferentes assim.
A
HQ foi lançada originalmente em 1988 e, desde então, reimpressa
quase uma dezena de vezes nos Estados Unidos. E outras tantas aqui
no Brasil, sendo a mais revente delas em formato Pocket Book, e
em branco e preto, pela editora Opera Graphica (Formato11,5 x 19
cm, capa dura Hot Stamp Prata, R$18,00. Distribuição exclusiva:
HQ Club )
No
ano de seu lançamento, o público e a crítica
tinham acabado de passar pela experiência de ler O Cavaleiro
das Trevas e Ano Um, ambos escritos por Frank Miller, e a maioria
das pessoas acreditava que nada tão empolgante poderia ser
escrito sobre o Batman depois daquelas duas HQs. Alan Moore, porém,
provou que todos estavam errados.
A HQ
mostra o Coringa tentando provar a tese de que qualquer um pode
enlouquecer e se tornar um vilão insano se tiver passado
por muito sofrimento. Para provar sua tese, o psicopata elege o
Comissário Gordon como cobaia, vai até a casa dele
e de imediato atira em Bárbara, filha adotiva do policial
e ex-Batgirl.
O tiro
acaba com a espinha da moça (e vai colocá-la em uma
cadeira-de-rodas para o resto de sua existência nas HQs),
mas para o Coringa isso é pouco. Ele rapta o Comissário
e o leva para um Parque de Diversões abandonado, onde o tortura
inclusive mostrando fotos da moça nua e no meio de uma poça
de sangue.
Enquanto
isso Batman tenta encontrar os dois e, em paralelo, é mostrada
a origem do Coringa: um comediante sem sucesso que é forçado
a entrar em um assalto mal-sucedido para salvar sua família.
E que, um dia antes do assalto, perde a mulher grávida em
um acidente doméstico (e é obrigado pela gangue a
participar do ato, impedido pelo Batman, mesmo assim).
O final
da história é um dos mais surpreendentes de todos
e a combinação de todos estes fatores garantiu para
A Piada Mortal dezenas de prêmios, entre eles Will Eisner de: melhor
história, melhor graphic novel e melhor desenhista.
A
história é imperdível e, para os novos leitores,
a versão Pocket é uma boa opção. Apesar
de a HQ colorida ser belíssima, em especial no efeito chuva
nos últimos quadros, a PB do Pocket possibilita requadros
maiores, possibilitando que as cenas possam ser vistas em maior
detalhe (ou seja, o ideal é ter as duas versões...)
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